Programação Cultural

06 de Novembro de 2011

O encerramento do espaço "Livro Encenado", neste domingo, dia 06, levou o público direto para o século XIX com a poesia de Castro Alves. O ator Marcos Machado leu poemas do livro "Espumas Flutuantes", além de oferecer ao público detalhes sobre a vida do consagrado autor baiano. A curadora do espaço, Adelice Souza, acredita que Castro Alves dispensa visibilidade. "Ele, por si só, tem um enorme brilho", opinou a escritora.


A plateia assistiu atenta às declamações de Marcos Machado, que já viveu nos palcos baianos poetas como Carlos Drummond de Andrade e Gregório de Matos. O ator, que desenvolve projetos com escolas levando poesias para alunos do Ensino Médio, se sentiu honrado por "viver" Castro Alves por alguns minutos. "Essa foi uma oportunidade ímpar, um momento de privilégio", disse momentos antes de entrar no palco com um candeeiro nas mãos.

05 de Novembro de 2011

Se não fosse um personagem, e se não estivesse morto, certamente Brás Cubas teria a grave e ecoante voz do ator Harildo Deda. O "Livro Encenado" deste sábado trouxe o grande mestre do teatro baiano lendo trechos da clássica obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis. Adelice Souza, curadora do espaço, conta que é maravilhoso ter Harildo interpretando um dos expoentes da literatura brasileira. "Ambos têm algo em comum: valorizaram a palavra em todo seu percurso artístico", comenta.

Com o drama realístico desse livro, Machado de Assis marcou o início de uma estética diferenciada. "É o começo do realismo brasileiro", explica Adelice. Mesmo com uma longa e duradoura carreira nas artes cênicas, Harildo Deda estava ansioso para o início da sessão de leitura. "É uma honra ler esse clássico da língua portuguesa. Estou nervoso, mas vou sobreviver", confessa risonho. Ele acrescenta que colocar o teatro junto com a literatura é um casamento perfeito. "Para mim, qualquer coisa tem que começar no texto", completa.
 

02 de Novembro de 2011

Yumara Rodrigues, uma das lendas do teatro baiano, foi a atração do "Livro Encenado" desse feriado, às 19h. A atriz deu voz a dois contos de Clarice Lispector, uma das maiores referências da literatura brasileira e a representante feminina da lista de autores lidos no espaço.

"Clarice Lispector é uma grande escritora. É uma honra e um prazer imenso lê-la", declarou Yumara, empolgadíssima para ler "A Galinha" e "Devaneio e embriaguez duma rapariga", ambos do livro "Laços de Família".

Adelice Souza, curadora do espaço, afirmou que trazer Yumara Rodrigues para participar da leitura dramatizada só reafirma a ideia do "Livro Encenado": grandes autores brasileiros lidos por expoentes do cenário artístico baiano. "São os mestres do palco trazendo os mestres da escrita para a cena", acrescentou a diretora teatral.

30 de Outubro de 2011

Uma flor no cabelo e um longo vestido rendado. Foi vestida dessa forma que Emanuelle Araújo encarnou Gabriela, uma das divas de Jorge Amado, neste domingo, 30, às 19h, no “Livro Encenado”, espaço paralelo da Bienal do Livro da Bahia 2011. Com uma voz doce e suave a cantora e atriz baiana entoava trechos e diálogos de “Gabriela, Cravo e Canela”, uma das mais aclamadas obras do autor.

Adelice Souza, curadora do espaço, acredita que a importância dessa novidade da 10ª edição da festa literária é que a literatura entra com muita força no cotidiano das pessoas quando ganha vida nos palcos. A lotação do Auditório do Centro de Convenções e a atenção da plateia na leitura dramatizada confirmavam isso. Todos foram triplamente contemplados com as belezas baianas: a escrita de Jorge Amado, a voz de Emanuelle e as meninices de Gabriela.

29 de Outubro de 2011

Luis Miranda foi o responsável pela inauguração do “Livro Encenado”, a grande novidade da Bienal do Livro da Bahia 2011. A atualidade do romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, ganhou vida com o prestigiado ator baiano, nesse sábado, 29, às 19h. Adelice Souza, curadora do espaço, disse que é maravilhoso que um evento como a Bienal incentive o diálogo entre literatura e teatro. “Numa oportunidade como essa, o público passa a ter acesso aos livros que não leu através da encenação”, afirma a escritora e diretora teatral.

A voz gingada de Luis Miranda ocupou cada canto do Auditório Jorge Amado e fez o público assistir atento à toda encenação literária. Depois de dar vida a Pedro Archanjo e outros grandes personagens do amado Jorge, o ator ressaltou que apenas o poder do livro e da informação pode libertar a mente dos inúmeros males que aplacam o mundo moderno. “Ler faz bem e abre o coração”, finalizou emocionado.